PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO É REAJUSTADO PARA R$ 5,1 MIL, E PROFESSORES CELEBRAM VITÓRIA COM REDUÇÃO HISTÓRICA NO IMPOSTO DE RENDA
O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta sexta-feira (30) a Portaria nº 82/2026, que oficializa o novo piso salarial nacional do magistério público da educação básica no valor R$ 5.130,63. A medida é válida para professores com jornada de 40 horas semanais e possui efeitos financeiros a partir de janeiro de 2026 e representa um ganho real acima da inflação e é fruto de intensa mobilização da categoria, que há anos luta por valorização e reconhecimento.
O ministro da Educação, Camilo Santana, celebrou a conquista: “É um ganho real para os professores no ano de 2026. Nenhum professor nesse país, com 40 horas de trabalho, pode ganhar menos que isso. É uma conquista dos professores e um compromisso do presidente Lula.”
Mudança no cálculo e impacto direto no bolso
A atualização seguiu a nova metodologia estabelecida pela Medida Provisória nº 1.334/2026, assinada pelo presidente Lula em 21 de janeiro. O cálculo agora soma o INPC do ano anterior com 50% da média da variação da receita real do Fundeb dos últimos cinco anos, garantindo que o reajuste acompanhe não apenas a inflação, mas também a capacidade de arrecadação dos entes federados.
Com o novo piso, o desconto mensal caiu de cerca de R 283,14(em2025) para aproximadamente R 46,78 — uma redução impressionante de 83,5%. Na prática, mesmo com o aumento salarial, o professor que recebe o piso terá um ganho líquido adicional de R$ 499,22 por mês.
Luta coletiva e pautas que vão além do bolso
Essa vitória não veio do acaso. Foi construída por anos de resistência da categoria, que ocupou ruas, assembleias e negociações para garantir que o piso fosse mais do que um número — que fosse instrumento de justiça social e valorização profissional. O diálogo conduzido pelo MEC com entidades como o Consed, a Undime e a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) foi essencial, mas foi a pressão organizada dos professores que colocou o tema no centro da agenda política.
No entanto, a luta não termina aqui. A categoria segue atenta às pautas sociais que atravessam a vida do educador: condições de trabalho, infraestrutura escolar, plano de carreira, saúde mental e combate à violência no ambiente escolar. O reajuste salarial é um passo importante, mas não pode ser visto como ponto final. A valorização do magistério passa também por reconhecimento, respeito e dignidade no dia a dia das salas de aula.
Próximos passos
Cada estado e município deverá agora oficializar o novo valor do piso por meio de norma própria, utilizando os recursos do Fundeb e complementações da União. A expectativa é que os novos valores sejam incorporados aos contracheques já nos próximos meses.
A diretoria do SITRAEMFA reforça: essa conquista é de todos os trabalhadores e trabalhadoras da educação, e só foi possível graças à união e à mobilização coletiva. Seguiremos vigilantes para cobrar o cumprimento da lei e avançar em novas pautas.
Juntos, somos mais fortes. A luta continua!
